segunda-feira, 11 de abril de 2011

O reinado dos protetores de Eduardo

Henrique VIII morreu em 1547 e foi sucedido por Eduardo VI.

Edward VI of England c. 1546.jpg

Eduardo nasceu no Palácio de Hampton Court, em Londres. Filho de Henrique VIII e sua terceira esposa, Jane Seymour. Doze dias após o parto sua mãe morreu de febre puerperal.

Até aproximadamente os seis anos de vida, Eduardo ficou aos cuidados de uma enfermeira e posteriormente aos cuidados de sua madrasta, a sexta esposa de Henrique VIII, Catarina Parr. Teorias dizem que Eduardo sofria de sífilis congênita, transmitida pelo seu pai. 

No entanto, a sua saúde não o impediu de educar-se da melhor maneira. Eduardo revelou-se num excelente aluno. Aos sete anos era fluente em Latim. Mais tarde aprendeu francês e grego, que traduzia com facilidade aos treze anos.

Henrique VIII morreu em 28 de janeiro de 1547 quando Eduardo tinha apenas 9 anos. Seu testamento nomeou 16 tutores para agir como Conselho de Regência até a maioridade de Eduardo VI. Estes tutores eram auxiliados por 12 assistentes. Estes tutores eram todos inclinados à Reforma religiosa.
 O Conselho imediatamente apontou o tio materno de Eduardo, Eduardo Seymour 

Edward Seymour.jpg

como Lorde Protetor durante a menoridade de Eduardo. Eduardo Seymour deveria agir sob a aprovação do Conselho mas ganhou o completo controle do governo depois de obter o poder de mudá-lo quando quisesse. Somerset, portanto, tornou-se no "verdadeiro govenador" da Inglaterra. 

Catarina conseguiu casar com o seu antigo apaixonado, Tomás Seymour. E levou Isabel para morar com ela. 


Seria aí que Isabel receberia a sua instrução formal. Dedicada, aprendeu a falar ou ler em seis idiomas: a língua do seu país, o inglês, francês, italiano, espanhol, grego e latim. Sob a influência de lady Parr e de seu professor Roger Ascham, converteu-se ao protestantismo.

Só que o  casamento de sua madrasta com Thomas não foi provavelmente o que ela esperava, uma vez que Seymour se mostrava mais interessado no dinheiro dela e na Princesa Isabel, então a viver com o casal. Apesar disso, Catarina ficou grávida pela primeira vez, após quatro casamentos, e morreu de complicações relacionadas com o parto da sua filha Maria, que não sobreviveu por muito tempo.

ande influência sobre Eduardo era o Arcebispo da Cantuária (ou Archbishop of Canterbury), Tomás Cranmer. Somerset e Cranmer começaram então a desenvolver o Protestantismo em Inglaterra, substituíndo os ritos católicos por novos, sem no entanto haver perseguições, por medo de represálias do continente maioritariamente católico. Em 1549, Cranmer publicou o primeiro Livro de Oração Comum. No mesmo ano, foi aprovado a Acta da Uniformidade estabelecendo o Livro de Oração Comum como único culto legal na Inglaterra que até então era feito em latim. A Acta de Uniformidade trouxe grande revolta, principalmente na Cornualha onde a língua era a córnica.

O Duque de Somerset recusou-se a alterar a Acta pois o inglês deveria ser a língua oficial da Igreja da Inglaterra. Protestos se intensificaram e um um exército foi armado com 3.000 homens que tentaram tomar a cidade de Exeter. A rebelião de 1549 causou a queda da popularidade de Somerset até mesmo entre o Conselho. A inflação e o custo da guerra causaram revoltas populares. Em 8 de agosto do mesmo ano, o Rei francês Henrique II declarou guerra à Inglaterra. A resposta de Somerset contra a oposição a seu Protetorado foi fugir. Entretanto, ele foi capturado por John Dudley (Conde de Warwick) e mandado para a Torre de Londres.

Com a queda de Somerset, John Dudley,


o Conde de Warwick, se autoproclamou Lorde Presidente ao invés de Protetor. Ao contrário de Somerset, Warwick era um homem de ação e cheio de ambição em instalar um protestantismo inflexível e aumentar sua fortuna e poder.

O poder do Conde de Warwick (posteriormente nomeado Duque de Northumberland) foi acompanhado pela queda do catolicismo na Inglaterra. O uso do Livro de Oração Comum foi forçado com mais enfâse em todas igrejas, todos edições oficiais da Bíblia foram acompanhadas de anotações anti-católicas, os bispos fiéis a Roma foram substituídos por reformistas e começaram as perseguições e as execuções na fogueira.
Enquanto isso, Somerset que tinha concordado em submeter-se a Warwick, foi libertado da prisão e nomeado para o Conselho Privado, entrando em conflito aberto com Warwick. Tentando aumentar seu poder, Warwick convenceu ao rei em nomeá-lo Duque de Northumberland. O então recém nomeado Duque de Northumberland começou uma campanha de descrédito contra Somerset e manobrou evidências para o executá-lo por traição. Informou aos habitantes de Londres de que o Duque de Somerset pretendia destruir a cidade; a Eduardo contou que seu antigo tutor queria derrocá-lo, prendê-lo e tomar-lhe o trono. Em 1551 o Duque de Somerset foi julgado por crime de traição; foi condenado a morte e executado em janeiro de 1552.

Um dia após a execução de Somerset, o Parlamento aprovou a Acta de Uniformidade de 1552 adotando o segundo Livro de Oração Comum e condenando a prisão perpétua todos os culpados de adoração religiosa ilegal.

Em 1553, Eduardo adoeceu de tuberculose e ficou óbvio que a doença era fatal. Começou-se então a preparar a sucessão.
Como a Inglaterra caminhava protestante na época, não havia nenhum desejo que o rei fosse sucedido pela irmã mais velha, a Princesa Maria, conhecida pelo seu catolicismo militante. Warwick tampouco desejava Isabel como rainha. A terceira na linha de sucessão seria Lady Frances Brandon. Frances Brandon era filha primogênita de Maria Tudor, irmã de Henrique VIII, e Charles Brandon. Esta também não era do agrado de Warwick pois este temia que o marido de Frances, o Duque de Surffolk Henrique Grey, reclamasse a coroa em seu favor.
Como alternativa sugerida por Warwick, escolheu Joana Grey que havia se casado com seu filho mais novo Guilford Dudley. Joana era filha de Frances Brandon, duchess of Suffolk, marchioness of Dorset e Henrique Grey, portanto neta de Maria Tudor, irmã de Henrique VIII e tinha sido educada como protestante. Foi feita uma acta escrita a mão pelo próprio rei Eduardo VI deixando Joana Grey como sua herdeira e excluíndo suas irmãs Maria e Isabel, alegando ilegitimidade das mesmas. No dia 11 de junho de 1553, os Conselheiros foram obrigados a aceitar seu rascunho. E a Frances Brandon, a Duquesa de Suffolk, concordou em renunciar em favor de Joana.


Eduardo VI morreu em 6 de julho de 1553, provavelmente de tuberculose e foi sepultado na Abadia de Westminster. Sua morte foi mantida em segredo por alguns dias até a preparação da sucessão de Joana Grey. No dia 10 de julho, Joana Grey foi declarada a nova rainha da Inglaterra, porém a população desejava Maria. No dia 19 de julho, Maria chegou triunfante a Londres e Joana foi obrigada a renunciar. Assim a sucessora de facto (ou na prática) foi Maria I de Inglaterra mas a de de jure (ou de lei, de direito ou na teoria) foi Joana Grey.

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