segunda-feira, 11 de abril de 2011

Apoiada pelo povo, Maria entrou triunfante em Londres, com a meio-irmã Isabel a seu lado.Uma das suas primeiras acções foi mandar executar o Duque de Northumberland, que planejara o golpe. Depois, remodelou o leque de conselheiros reais, afastando todos os aliados de Northumberland. Joana Grey, o seu pai, o Duque de Suffolk e o marido Guilford Dudley foram presos mas libertados pouco depois. 
Maria foi coroada rainha na Abadia de Westminster a 1 de Outubro de 1553. O serviço foi efectuado pelo Bispo de Winchester, Stephen Gardiner, e não pelo Arcebispo da Cantuária, visto que o último era Protestante.
O primeiro Acto do Parlamento sob a direcção de Maria foi validar retroactivamente o casamento de Henrique VIII de Inglaterra com Catarina de Aragão, repondo assim a sua legitimidade. A Inglaterra se encontrava em grande corrupção, a rainha chocada com tamanhos desvios ordenou a diminuição das despesas da casa real. Maria reduziu os impostos, a redução deixou a renda mais baixa que a despesa, então a rainha criou direitos aduaneiros sobre a importação de fazendas e taxou a importação de vinhos franceses. Entretanto as medidas que pretendiam ajudar aos mais pobres, provocaram a retração comercial. Maria criticou a Alta Burguesia (comerciantes ricos) por pagar baixos salários aos seus empregados, e proibiu terminantemente o salário em espécie. Porém a monarca não estava cercada de bons elementos e muitas de suas ordens não chegaram a ser cumpridas. Maria emitiu moedas de prata finas e planejou uma planta para retirar as moedas rebaixadas que vieram a ser usufruídas em 1560-61, no reinado de sua irmã Isabel Tudor, também incluiu um novo livro das taxas foi introduzido no fim de seu reinado em 1558.
Maria também teve um grande trabalho na via diplomática, em seu reinado, a Rússia entrava em contato com a Inglaterra. A rainha pela primeira vez recebeu em sua corte o embaixador russo Osep Nepeja. Em 1555, uma carta patente foi emitida à Muscovy company que dava direito de trocas exclusivas na região, expedições adicionais foram feitas em 1556, em 1568 e em 1580. Ainda nesse ramo, novas rotas de comércio para o pano inglês foram abertas em África - especialmente em Marrocos, que forneceu o açúcar e o salitre, e na Guiné, uma fonte de ouro.
Como uma Monarca da dinastia Tudor, as artes continuaram a ter grande destaque em seu reinado, Maria patrocinou artistas como Thomas Tallis e John Sheppard, Willian Roper genro de Thomas Morus escreveu uma biografia sobre seu sogro no reinado de Maria I.
Como a primeira mulher a ser coroada rainha na Inglaterra, Maria teve que lidar com o assuntos referente ao matrimônio, que lhe daria um herdeiro, continuando a dinastia. Como primeira reação, de acordo com Judith Richards em seu artigo: "Mary Tudor as Sole Quene". Maria negou, dizendo que já havia se casado com a Inglaterra, tal visão é apenas mostrada pela parte de Isabel, entretanto sua irmã, também negou a proposta de casamento. Contudo acabou aceitando a hipótese, de início parecia inclinada em aceitar Eduardo Courtenay, Conde de Devon, mas mudou de ideia quando o Imperador Carlos V sugeriu o seu filho único, o Príncipe Filipe. Tanto o Parlamento como os seus principais conselheiros imploraram que reconsiderasse a decisão, receando a perda de independência de Inglaterra face à temida Espanha católica.
Maria manteve-se firme, o que iniciou uma onda de protestos populares que ameaçava revolução. O Duque de Suffolk decidiu tomar uma atitude e aliciou Isabel com a coroa, suportado pela revolta popular de Thomas Wyatt. A tentativa foi esmagada. A tentativa foi esmagada. Wyatt e Suffolk foram executados, Joana Grey também foi executada com muito pesar por parte da rainha. Após a revolta de Wyatt, a rainha mudou sua política, o conselho de Maria havia lhe urgido para que largasse a política de clemência e começasse a agir. A Princesa Isabel, como beneficiária da manobra, tornou-se num alvo de suspeita e foi presa na Torre de Londres, entretanto nada foi provado sobre o envolvimento da princesa. Filipe de Espanha exigiu primeiramente que fosse executada para eliminar futuras conspirações, mas Maria recusou assinar a ordem e em vez disso expulsou-a da corte, sob prisão domiciliar. Após dois meses na torre, Isabel foi posta em prisão domiciliar sob a guarda de Sir Henry Bedingfield. 
Maria e Filipe se casaram a 25 de Julho de 1554 na Catedral de Winchester. Nos termos do contrato, Filipe passou a ser designado como Rei consorte da Inglaterra. O seu casamento com um herdeiro estrangeiro e católico marcou o fim da popularidade da rainha junto dos ingleses orgulhosos da sua independência. Maria, no entanto, ficou extremamente feliz com a união e apaixonou-se pelo marido onze anos mais novo. Em Novembro de 1554, Maria julgou-se gravida. O marido viu nisso a esperança de poder governar finalmente e da morte da esposa e deixou Isabel voltar ao reino para ser uma possivel esposa. Mas a gravidez de Maria era apenas psicologica fazendo com que o Felipe voltasse para casa do pai já que a esposa estava bem e ele não ia ser um rei de verdade.
A rainha dedicou-se então ao seu projecto pessoal de reverter a ruptura com Roma estabelecida pelo pai e o estabelecimento do protestantismo estabelecido pelo irmão Eduardo VI. Sua política primária de tolerância com protestantes havia sido quebrada após a revolta de Wyatt. Reginald Pole, um cardeal católico, foi nomeado conselheiro pessoal e Arcebispo da Cantuária. Juntos aboliram as reformas religiosas de Eduardo VI e deram início ao que ficou conhecido como asperseguições marianas. Nos três anos seguintes cerca de 300 pessoas foram queimadas na fogueira por heresia incluindo Thomas Cranmer (ex Arcebispo da Cantuária), Nicholas Ridley (ex-bispo de Londres) e o reformista Hugh Latimer. Estes actos, dos quais Maria não foi a única responsável moral, valeram-lhe o cognome Bloody Mary e uma crescente impopularidade junto dos ingleses.

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