sábado, 9 de abril de 2011

3 mulheres

Bem, depois de ser tida como um filha de Ana Bolena e seu próprio irmão Jorge Bolena, Elizabeth ficou conhecida apenas como Lady. Mas sua irmã Mary, filha de Catarina de Aragão, não teve a vida fácil. Vamos ver como foi a vida dessas duas mulheres.





Catarina de Aragão nasceu na França em um Alcalá de Henares em 16 de Dezembro de 1485. Filha do Rei Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela. Se casou com 16 anos e o esposo morreu no mesmo ano do casamento. E todos sabemos da história. Acabou depois casando-se com Henrique seu cunhado. Por não ter filhos homens ela foi trocada por Ana Bolena. 


Depois da separação. Catarina foi separada da filha, a princesa Maria, e exilada da corte para viver na província, embora com todos os privilégios de uma Princesa de Gales. Mas jamais aceitou o divórcio e a despromoção e continuou a assinar a correspondência como Catherine the Queen. Catarina morreu em 7 de Janeiro de 1536, vítima de uma doença prolongada, possivelmente cancro, e foi sepultada na Catedral de Peterborough com as honras de uma Princesa de Gales.



Maria I de Inglaterra nasceu em 18 de Fevereiro de 1516, era uma criança muito inteligente tinha dom para a arte puxada pelo pai. Mas sempre estava doente, sua visão era fraca e as dores de cabeça era frequêntes. 
A princesa aprendeu latim, castelhano,francês, italiano, grego, ciências, teologia e música. Com quatro anos tocava arpa e um tipo de viola para um platéia inteira. 
Seu pai sempre esteve muito interessado em seu casamento. Lógico que não era pela filha e sim pela política envolvida. 

Mas tudo mudou em 1527 o casamento de seus pais estava em ruínas e seu pai queria anular o casamento. O casamento foi anulado e Henrique cortou relações com a igreja para que Catarina não podesse interceder.  Para Maria, estes eventos tiveram consequências drásticas. De princesa de Inglaterra e herdeira da coroa, passou a ser considerada filha ilegítima com direito apenas ao tratamento de Lady Mary ou Lady Maria. Com a dissolução da corte de Ludlow, Maria tornou-se aia da sua irmã recém nascidaIsabel. Foi ainda afastada da sua mãe, proibida de a visitar e, em 1536, de assistir ao seu funeral. Esse tratamento a traumatizou fortemente e foi interpretado como injusto na Inglaterra e no resto da Europa, contribuíndo para a crescente impopularidade de Ana Bolena.
Com a queda de Ana Bolena em 1536, também Isabel foi declarada ilegítima, juntando-se a Maria na condição de ex-princesa. Joana Seymour, a madrasta seguinte, deu à luz ao tão desejado herdeiro: o futuro Eduardo VI de Inglaterra, afastando definitivamente, ao que parecia, Maria e Isabel como herdeiras do trono. A última mulher de Henrique VIII, Catarina Parr, conseguiu reconciliar o rei com as filhas e, em 1544, apesar de ilegítimas, Maria e Isabel foram reconhecidas pelo Parlamento como segunda e terceira na linha de sucessão. Para o fim da vida de Henrique VIII, a maioria dos privilégios de Maria foi restabelecida em troca do reconhecimento do rei como chefe da Igreja Anglicana: no entanto, ela recusou sempre converter-se e permaneceu sempre fiel à fé católica.
No reinado do irmão Eduardo VI, o Parlamento aprovou o Acto de Uniformidade, que abolia os rituais católicos em favor do novo serviço protestante. Maria pediu então excusa para assistir à missa católica, o que lhe foi recusado. Sem desistir, apelou a Carlos V, que ameaçou guerra com Inglaterra se fosse desrespeitada a liberdade religiosa de Maria. Eduardo VI e os seus regentes cederam e permitiram-lhe assistir aos serviços que desejasse, desde que fosse em privado, entretanto seu relacionamento com o rei não foi mais o mesmo e ela foi banida da corte do irmão por sua crença.
Eduardo VI morreu em 1553, enquanto Maria se encontrava ausente de Londres. O seu testamento excluía Maria e Isabel da sucessão, privilegiando Joana Grey, bisneta de Henrique VII de Inglaterra por via feminina e nora do Duque de Northumberland, o regente e conselheiro de Eduardo VI. Estas disposições contrariavam o Acto de Sucessão de 1544, que determinava que Maria deveria suceder a Eduardo, caso este morresse sem descendência. No entanto, Joana Grey foi proclamada rainha a 9 de Julho, apesar da forte contestação popular.
Maria sempre fora estimada pelo povo pelo tratamento injusto que sofrera e contava com o apoio de alguns nobres, até mesmo de alguns protestantes fiéis a dinastia Tudor. Apenas nove dias depois, o Parlamento revogava o testamento de Eduardo VI, considerado feito sob coerção, e declarava Maria Rainha de Inglaterra e da Irlanda. A nova monarca entrou em Londres a 3 de Agosto, acompanhada pela irmã Isabel, e de sua amiga Ana de cleves sob aclamação popular.
AnneCleves.jpg
Uma das suas primeiras acções foi mandar executar o Duque de Northumberland, que planejara o golpe. Depois, remodelou o leque de conselheiros reais, afastando todos os aliados de Northumberland. Joana Grey, o seu pai, o Duque de Suffolk e o marido Guilford Dudley foram presos mas libertados pouco depois.
Maria foi coroada rainha na Abadia de Westminster a 1 de Outubro de 1553. O serviço foi efectuado pelo Bispo de Winchester, Stephen Gardiner, e não pelo Arcebispo da Cantuária, visto que o último era Protestante.
A amiga de Maria, Ana nasceu em Düsseldorf, filha de João III, Duque de Cleves, líder de um dos estados germânicos pioneiros na implementação do Movimento Protestante. A posição de Cleves face à Igreja Católica tornava-o num potencial aliado para Henrique VIII, chefe da recentemente criada Igreja Anglicana, em 1533. A união era diplomaticamente valiosa e foi defendida entre outros por Thomas Cromwell, chanceler do reino. O pintor Hans Holbein, o Jovem foi então contratado para efectuar um retrato de Ana (imagem ao lado), cujo resultado em muito agradou a Henrique VIII. Quando Ana chegou à Inglaterra, ficou evidente o talento de Holbein, pois a pintura superava o modelo em atributos físicos. Ana não era uma mulher bonita e tinha a cara coberta de cicatrizes de varíola, prontamente disfarçadas no retrato. Henrique VIII ficou desconsolado com a escolha da noiva desde o primeiro momento, mas apesar disso casou com Ana a 6 de Janeiro de 1540, em Greenwich. Uma das aias designadas para Ana foi Catarina Howard, uma jovem de quinze anos com quem o rei iniciou uma relação amorosa quase de imediato. O casamento com Ana foi anulado a 9 de Julho do mesmo ano, com base na não consumação, e pouco depois Henrique VIII casou com Howard. Ana decidiu ficar em Inglaterra e foi generosamente recompensada pelo incómodo do divórcio. Henrique VIII conferiu-lhe uma pensão, o usufruto do Castelo de Hever e os títulos de Princesa de Inglaterra e Irmã do Rei. No fim da vida, Ana converteu-se ao Catolicismo e tornou-se confidente das enteadas Maria e Isabel.

Nenhum comentário:

Postar um comentário