segunda-feira, 11 de abril de 2011

Apoiada pelo povo, Maria entrou triunfante em Londres, com a meio-irmã Isabel a seu lado.Uma das suas primeiras acções foi mandar executar o Duque de Northumberland, que planejara o golpe. Depois, remodelou o leque de conselheiros reais, afastando todos os aliados de Northumberland. Joana Grey, o seu pai, o Duque de Suffolk e o marido Guilford Dudley foram presos mas libertados pouco depois. 
Maria foi coroada rainha na Abadia de Westminster a 1 de Outubro de 1553. O serviço foi efectuado pelo Bispo de Winchester, Stephen Gardiner, e não pelo Arcebispo da Cantuária, visto que o último era Protestante.
O primeiro Acto do Parlamento sob a direcção de Maria foi validar retroactivamente o casamento de Henrique VIII de Inglaterra com Catarina de Aragão, repondo assim a sua legitimidade. A Inglaterra se encontrava em grande corrupção, a rainha chocada com tamanhos desvios ordenou a diminuição das despesas da casa real. Maria reduziu os impostos, a redução deixou a renda mais baixa que a despesa, então a rainha criou direitos aduaneiros sobre a importação de fazendas e taxou a importação de vinhos franceses. Entretanto as medidas que pretendiam ajudar aos mais pobres, provocaram a retração comercial. Maria criticou a Alta Burguesia (comerciantes ricos) por pagar baixos salários aos seus empregados, e proibiu terminantemente o salário em espécie. Porém a monarca não estava cercada de bons elementos e muitas de suas ordens não chegaram a ser cumpridas. Maria emitiu moedas de prata finas e planejou uma planta para retirar as moedas rebaixadas que vieram a ser usufruídas em 1560-61, no reinado de sua irmã Isabel Tudor, também incluiu um novo livro das taxas foi introduzido no fim de seu reinado em 1558.
Maria também teve um grande trabalho na via diplomática, em seu reinado, a Rússia entrava em contato com a Inglaterra. A rainha pela primeira vez recebeu em sua corte o embaixador russo Osep Nepeja. Em 1555, uma carta patente foi emitida à Muscovy company que dava direito de trocas exclusivas na região, expedições adicionais foram feitas em 1556, em 1568 e em 1580. Ainda nesse ramo, novas rotas de comércio para o pano inglês foram abertas em África - especialmente em Marrocos, que forneceu o açúcar e o salitre, e na Guiné, uma fonte de ouro.
Como uma Monarca da dinastia Tudor, as artes continuaram a ter grande destaque em seu reinado, Maria patrocinou artistas como Thomas Tallis e John Sheppard, Willian Roper genro de Thomas Morus escreveu uma biografia sobre seu sogro no reinado de Maria I.
Como a primeira mulher a ser coroada rainha na Inglaterra, Maria teve que lidar com o assuntos referente ao matrimônio, que lhe daria um herdeiro, continuando a dinastia. Como primeira reação, de acordo com Judith Richards em seu artigo: "Mary Tudor as Sole Quene". Maria negou, dizendo que já havia se casado com a Inglaterra, tal visão é apenas mostrada pela parte de Isabel, entretanto sua irmã, também negou a proposta de casamento. Contudo acabou aceitando a hipótese, de início parecia inclinada em aceitar Eduardo Courtenay, Conde de Devon, mas mudou de ideia quando o Imperador Carlos V sugeriu o seu filho único, o Príncipe Filipe. Tanto o Parlamento como os seus principais conselheiros imploraram que reconsiderasse a decisão, receando a perda de independência de Inglaterra face à temida Espanha católica.
Maria manteve-se firme, o que iniciou uma onda de protestos populares que ameaçava revolução. O Duque de Suffolk decidiu tomar uma atitude e aliciou Isabel com a coroa, suportado pela revolta popular de Thomas Wyatt. A tentativa foi esmagada. A tentativa foi esmagada. Wyatt e Suffolk foram executados, Joana Grey também foi executada com muito pesar por parte da rainha. Após a revolta de Wyatt, a rainha mudou sua política, o conselho de Maria havia lhe urgido para que largasse a política de clemência e começasse a agir. A Princesa Isabel, como beneficiária da manobra, tornou-se num alvo de suspeita e foi presa na Torre de Londres, entretanto nada foi provado sobre o envolvimento da princesa. Filipe de Espanha exigiu primeiramente que fosse executada para eliminar futuras conspirações, mas Maria recusou assinar a ordem e em vez disso expulsou-a da corte, sob prisão domiciliar. Após dois meses na torre, Isabel foi posta em prisão domiciliar sob a guarda de Sir Henry Bedingfield. 
Maria e Filipe se casaram a 25 de Julho de 1554 na Catedral de Winchester. Nos termos do contrato, Filipe passou a ser designado como Rei consorte da Inglaterra. O seu casamento com um herdeiro estrangeiro e católico marcou o fim da popularidade da rainha junto dos ingleses orgulhosos da sua independência. Maria, no entanto, ficou extremamente feliz com a união e apaixonou-se pelo marido onze anos mais novo. Em Novembro de 1554, Maria julgou-se gravida. O marido viu nisso a esperança de poder governar finalmente e da morte da esposa e deixou Isabel voltar ao reino para ser uma possivel esposa. Mas a gravidez de Maria era apenas psicologica fazendo com que o Felipe voltasse para casa do pai já que a esposa estava bem e ele não ia ser um rei de verdade.
A rainha dedicou-se então ao seu projecto pessoal de reverter a ruptura com Roma estabelecida pelo pai e o estabelecimento do protestantismo estabelecido pelo irmão Eduardo VI. Sua política primária de tolerância com protestantes havia sido quebrada após a revolta de Wyatt. Reginald Pole, um cardeal católico, foi nomeado conselheiro pessoal e Arcebispo da Cantuária. Juntos aboliram as reformas religiosas de Eduardo VI e deram início ao que ficou conhecido como asperseguições marianas. Nos três anos seguintes cerca de 300 pessoas foram queimadas na fogueira por heresia incluindo Thomas Cranmer (ex Arcebispo da Cantuária), Nicholas Ridley (ex-bispo de Londres) e o reformista Hugh Latimer. Estes actos, dos quais Maria não foi a única responsável moral, valeram-lhe o cognome Bloody Mary e uma crescente impopularidade junto dos ingleses.

O príncipe e o mendigo

O livro o princípe e o mendigo foi inspirado em Edward. 

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Tom Canty e Edward nasceram, por coincidência, no mesmo dia tendo uma semelhança incrível na aparência. Tom era um mendigo que vivia com um pai cruel chamado John Canty. Tom era forçado pelo pai a pedir esmolas para ganhar dinheiro e o pai também o juntava a um grupo de ladrões. Se não lucrasse ou se ganhasse pouco, Tom levava fortes surras. Já Edward, era o filho e herdeiro do trono do Rei Henrique VIII e cheio de amor e carinho.
Tom, para esquecer de sua triste e infeliz vida, adorava brincar com os amigos de rua. Nas brincadeiras ele sempre era o príncipe. Também sempre sonhava com uma vida mais cômoda e melhor. Gostava tanto de brincar desse jeito que um dia foi para o palácio do Rei Henrique.
Quando foi ver o príncipe Edward na janela, o príncipe percebeu sua presença e o mandou logo entrar para os dois brincarem juntos. Os dois se olharam no espelho e perceberam que tinham a mesma aparência. Decidiram então trocar de roupa. Logo depois que trocaram de roupa, chegou um guarda levando aos tapas Edward para fora do castelo por confundi-lo com Tom.
Tom foi chamado para jantar com o suposto pai e não sabendo de nenhum assunto, Rei Henrique achou que Edward (na verdade Tom) havia enlouquecido e perdido a memória. Já Edward, foi obrigado a viver por alguns dias como mendigo. Edward não suportando a pressão de John Canty, então, fugiu para a casa de um homem simples chamado Miles, que ia se casar com uma linda moça chamada Edith, mas foi sabotado pelo seu irmão Hugh que o roubou Edith. Na história inteira Miles ajudou Edward.
Miles foi com Edward procurar sua amada Edith para se casar. Quando chegou, notou que seu pai havia morrido e que Hugh estava prestes a se casar com Edith. Miles foi preso e Edward ajudou Miles a sair da prisão. Soube também que o Rei Henrique havia morrido e que Tom iria virar Rei. Chegando na hora da coroação, foi reconhecido e no final, tudo ficou bem: Edward virou rei e prometeu para sempre ajuda a Tom. John Canty foi condenado à forca e fugiu; Miles disputou um duelo com Hugh, que no fim resultou na morte Hugh e Miles se casou com Edith.

O reinado dos protetores de Eduardo

Henrique VIII morreu em 1547 e foi sucedido por Eduardo VI.

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Eduardo nasceu no Palácio de Hampton Court, em Londres. Filho de Henrique VIII e sua terceira esposa, Jane Seymour. Doze dias após o parto sua mãe morreu de febre puerperal.

Até aproximadamente os seis anos de vida, Eduardo ficou aos cuidados de uma enfermeira e posteriormente aos cuidados de sua madrasta, a sexta esposa de Henrique VIII, Catarina Parr. Teorias dizem que Eduardo sofria de sífilis congênita, transmitida pelo seu pai. 

No entanto, a sua saúde não o impediu de educar-se da melhor maneira. Eduardo revelou-se num excelente aluno. Aos sete anos era fluente em Latim. Mais tarde aprendeu francês e grego, que traduzia com facilidade aos treze anos.

Henrique VIII morreu em 28 de janeiro de 1547 quando Eduardo tinha apenas 9 anos. Seu testamento nomeou 16 tutores para agir como Conselho de Regência até a maioridade de Eduardo VI. Estes tutores eram auxiliados por 12 assistentes. Estes tutores eram todos inclinados à Reforma religiosa.
 O Conselho imediatamente apontou o tio materno de Eduardo, Eduardo Seymour 

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como Lorde Protetor durante a menoridade de Eduardo. Eduardo Seymour deveria agir sob a aprovação do Conselho mas ganhou o completo controle do governo depois de obter o poder de mudá-lo quando quisesse. Somerset, portanto, tornou-se no "verdadeiro govenador" da Inglaterra. 

Catarina conseguiu casar com o seu antigo apaixonado, Tomás Seymour. E levou Isabel para morar com ela. 


Seria aí que Isabel receberia a sua instrução formal. Dedicada, aprendeu a falar ou ler em seis idiomas: a língua do seu país, o inglês, francês, italiano, espanhol, grego e latim. Sob a influência de lady Parr e de seu professor Roger Ascham, converteu-se ao protestantismo.

Só que o  casamento de sua madrasta com Thomas não foi provavelmente o que ela esperava, uma vez que Seymour se mostrava mais interessado no dinheiro dela e na Princesa Isabel, então a viver com o casal. Apesar disso, Catarina ficou grávida pela primeira vez, após quatro casamentos, e morreu de complicações relacionadas com o parto da sua filha Maria, que não sobreviveu por muito tempo.

ande influência sobre Eduardo era o Arcebispo da Cantuária (ou Archbishop of Canterbury), Tomás Cranmer. Somerset e Cranmer começaram então a desenvolver o Protestantismo em Inglaterra, substituíndo os ritos católicos por novos, sem no entanto haver perseguições, por medo de represálias do continente maioritariamente católico. Em 1549, Cranmer publicou o primeiro Livro de Oração Comum. No mesmo ano, foi aprovado a Acta da Uniformidade estabelecendo o Livro de Oração Comum como único culto legal na Inglaterra que até então era feito em latim. A Acta de Uniformidade trouxe grande revolta, principalmente na Cornualha onde a língua era a córnica.

O Duque de Somerset recusou-se a alterar a Acta pois o inglês deveria ser a língua oficial da Igreja da Inglaterra. Protestos se intensificaram e um um exército foi armado com 3.000 homens que tentaram tomar a cidade de Exeter. A rebelião de 1549 causou a queda da popularidade de Somerset até mesmo entre o Conselho. A inflação e o custo da guerra causaram revoltas populares. Em 8 de agosto do mesmo ano, o Rei francês Henrique II declarou guerra à Inglaterra. A resposta de Somerset contra a oposição a seu Protetorado foi fugir. Entretanto, ele foi capturado por John Dudley (Conde de Warwick) e mandado para a Torre de Londres.

Com a queda de Somerset, John Dudley,


o Conde de Warwick, se autoproclamou Lorde Presidente ao invés de Protetor. Ao contrário de Somerset, Warwick era um homem de ação e cheio de ambição em instalar um protestantismo inflexível e aumentar sua fortuna e poder.

O poder do Conde de Warwick (posteriormente nomeado Duque de Northumberland) foi acompanhado pela queda do catolicismo na Inglaterra. O uso do Livro de Oração Comum foi forçado com mais enfâse em todas igrejas, todos edições oficiais da Bíblia foram acompanhadas de anotações anti-católicas, os bispos fiéis a Roma foram substituídos por reformistas e começaram as perseguições e as execuções na fogueira.
Enquanto isso, Somerset que tinha concordado em submeter-se a Warwick, foi libertado da prisão e nomeado para o Conselho Privado, entrando em conflito aberto com Warwick. Tentando aumentar seu poder, Warwick convenceu ao rei em nomeá-lo Duque de Northumberland. O então recém nomeado Duque de Northumberland começou uma campanha de descrédito contra Somerset e manobrou evidências para o executá-lo por traição. Informou aos habitantes de Londres de que o Duque de Somerset pretendia destruir a cidade; a Eduardo contou que seu antigo tutor queria derrocá-lo, prendê-lo e tomar-lhe o trono. Em 1551 o Duque de Somerset foi julgado por crime de traição; foi condenado a morte e executado em janeiro de 1552.

Um dia após a execução de Somerset, o Parlamento aprovou a Acta de Uniformidade de 1552 adotando o segundo Livro de Oração Comum e condenando a prisão perpétua todos os culpados de adoração religiosa ilegal.

Em 1553, Eduardo adoeceu de tuberculose e ficou óbvio que a doença era fatal. Começou-se então a preparar a sucessão.
Como a Inglaterra caminhava protestante na época, não havia nenhum desejo que o rei fosse sucedido pela irmã mais velha, a Princesa Maria, conhecida pelo seu catolicismo militante. Warwick tampouco desejava Isabel como rainha. A terceira na linha de sucessão seria Lady Frances Brandon. Frances Brandon era filha primogênita de Maria Tudor, irmã de Henrique VIII, e Charles Brandon. Esta também não era do agrado de Warwick pois este temia que o marido de Frances, o Duque de Surffolk Henrique Grey, reclamasse a coroa em seu favor.
Como alternativa sugerida por Warwick, escolheu Joana Grey que havia se casado com seu filho mais novo Guilford Dudley. Joana era filha de Frances Brandon, duchess of Suffolk, marchioness of Dorset e Henrique Grey, portanto neta de Maria Tudor, irmã de Henrique VIII e tinha sido educada como protestante. Foi feita uma acta escrita a mão pelo próprio rei Eduardo VI deixando Joana Grey como sua herdeira e excluíndo suas irmãs Maria e Isabel, alegando ilegitimidade das mesmas. No dia 11 de junho de 1553, os Conselheiros foram obrigados a aceitar seu rascunho. E a Frances Brandon, a Duquesa de Suffolk, concordou em renunciar em favor de Joana.


Eduardo VI morreu em 6 de julho de 1553, provavelmente de tuberculose e foi sepultado na Abadia de Westminster. Sua morte foi mantida em segredo por alguns dias até a preparação da sucessão de Joana Grey. No dia 10 de julho, Joana Grey foi declarada a nova rainha da Inglaterra, porém a população desejava Maria. No dia 19 de julho, Maria chegou triunfante a Londres e Joana foi obrigada a renunciar. Assim a sucessora de facto (ou na prática) foi Maria I de Inglaterra mas a de de jure (ou de lei, de direito ou na teoria) foi Joana Grey.

domingo, 10 de abril de 2011

Henrique suas outras esposas e sua morte.

Antes de voltar a história de Isabel acho que teremos que falar das outras esposas de seu pai. 
Um dia depois da execução de Ana em 1536, Henrique ficou noivo de Joana Seymour, uma das damas de companhia da rainha, a quem o rei tinha mostrado favor desde algum tempo. O casamento ocorreu 10 dias depois.

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Era formal e séria e não tinha amizades masculinas, o que depois do escândalo ocorrido era sobretudo um ato de bom senso. A vida social da Rainha de Inglaterra reduziu-se e foram proibidas todas as manifestações de exagero nas roupas e nos modos de conduta. . Joana não interferiu diretamente na vida política, mas ela ajudou seus dois irmãos  Eduardo e Tomás Seymour a chegar a esse circulo de reis e rainhas. O rei era absolutamente fascinado por ela e concedia-lhe todos os desejos, inclusive a satisfação dos apetites exóticos resultantes da gravidez. Quando Joana morreu dando finalmente para o Henrique o filho homem que ele tanto queria, ele ficou em luto por três. O que já era muito para ele.Henrique considerou Joana como sendo a sua "verdadeira" esposa, por ter sido a única que lhe deu o herdeiro varão que tão desesperadamente desejava. 

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Eduardo nasceu no Palácio de Hampton Court, em Londres. Filho de Henrique VIII e sua terceira esposa, Jane Seymour. Doze dias após o parto sua mãe morreu de febre puerperal. Como primogênito do rei, Eduardo foi automaticamente nomeado Duque da Cornualha e como herdeiro ao trono foi também nomeado comoPríncipe de Gales.Teorias dizem que Eduardo sofria de sífilis congênita, transmitida pelo seu pai. Devido à sua suposta fragilidade e à probabilidade de perder o herdeiro, Henrique VIII casa-se rapidamente de novo depois da morte da mãe de Eduardo.


Henrique desejou casar-se novamente. Thomas Cromwell,


 agora Conde de Essex, sugeriu o nome de Ana de Cleves,

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 irmã do Duque de Cleves, que tinha sido um importante aliado no caso do ataque da Igreja Católica à Inglaterra. O pintor Hans Holbein foi mandado ao Ducado de Cleves para fazer um retrato de Ana para o Rei. Depois de ver o retrato de Ana e receber descrições complementares a respeito da mesma, Henrique decidiu se casar com Ana. Quando Ana chegou a Inglaterra, Henrique achou-a pouco atraente, porém se casou com ela em 6 de janeiro de 1540. 
Henrique decidiu terminar o casamento, não somente por causa de seus sentimentos mas também por considerações políticas. O Duque de Cleves tinha entrado numa disputa com o Sacro Império Romano, com o qual Henrique não queria entrar em disputa. A nova rainha, Ana, foi inteligente o bastante para não deixar Henrique pedir a anulação do casamento e alegou que o mesmo não havia sido consumado. O casamento portanto foi anulado.

Ana decidiu ficar em Inglaterra e foi generosamente recompensada pelo incómodo do divórcio. Henrique VIII conferiu-lhe uma pensão, o usufruto do Castelo de Hever e os títulos de Princesa de Inglaterra e Irmã do Rei. No fim da vida, Ana converteu-se ao Catolicismo e tornou-se confidente das enteadas Maria e Isabel.




E Catarina cresceu na casa de sua avó, a Duquesa de Norfolk, que não lhe deu a atenção necessária, permitindo que ela desenvolvesse algumas relações amorosas. Em 1539, Catarina tornou-se aia de Ana de Cleves, futura rainha consorte de Henrique VIII. O rei, no entanto, encantou-se por ela e não pela mulher, o que precipitou o divórcio. A 28 de Julho de 1540 celebrou-se o casamento e Catarina tornou-se rainha de Inglaterra.

Apesar da paixão que o rei lhe tinha e dos presentes luxuosos com que a cobria, Catarina não encontrou felicidade no casamento e tomou como favorito Thomas Culpepper, um cortesão. verdadeira natureza desta relação continua por ser esclarecida, mas o certo é que ambos trocaram correspondência considerada incriminatória. Enquanto rainha, Catarina chamou à corte alguns dos seus antigos amigos, nomeadamente Francisco Dereham, que tinha alegadamente sido seu amante em Norfolk e que se tornou no seu secretário particular.  As companhias da rainha e o seu passado começaram a levantar suspeitas em 1541. De início, Henrique VIII recusou-se a acreditar nas evidências, mas quando as cartas de Culpeper e Catarina apareceram mandou colocá-la sob prisão na Abadia de Middlesex. Catarina perdeu o título de rainha e foi repudiada. Em Dezembro, Culpeper e Dereham foram executados. Em Janeiro de 1542, Catarina começou a ser julgada por adultério, o que numa rainha era equivalente a traição. Considerada culpada, Catarina foi executada na Torre de Londres a 13 de Fevereiro de 1542. Diz-se que passou os últimos dias a ensaiar a sua execução.

Em 1541, Catarina foi acusada de adultério e posta sob prisão domiciliar no Palácio de Hampton Court. Segundo dizem, ela conseguiu escapar dos guardas e correu pela galeria para implorar perdão e misericórdia a seu esposo. Ela esmurrou as portas da capela, gritando o nome de Henrique, até que os guardas a capturaram e leveram-na de volta para seus aposentos. Posteriormente, ela foi executada na Torre de Londres. De acordo com uma lenda popular, o fantasma de Catarina agora assombra a galeria por onde tentara fugir e muitos afirmam tê-la ouvido chamar por Henrique.

Os historiadores da dinastia Tudor continuam a debater se Catarina foi ou não culpada de adultério, ou se foi incriminada pelos inimigos da sua família. Todos concordam que de qualquer forma, Catarina foi uma mulher fútil. 

Por ultimo finalmente veio Catarina Parr que estava de casamento marcado com Tomás Seymour, 


Mas teve que aceitar o casamento com Henrique. Ela e Henrique tiveram um casamento cheio de discussões sobre religião, ela era radical e Henrique conservador. Embora isso desagradasse ao Rei, ela sempre se salvou mostrando-se submissa.  Ela ajudou a reconciliação de Henrique com suas duas filhas, Lady Maria e Lady Isabel. Em 1544, uma lei do Parlamento colocou-as de volta na linha de sucessão ao trono inglês após o príncipe Eduardo, embora elas continuassem ilegítimas.


Nos últimos anos da sua vida, Henrique tornou-se grosseiramente obeso (com uma medida de cintura de 137 centímetros) e teve que ser transferido com a colaboração das invenções mecânicas. Ele tinha muitas dores, suportando furúnculos e possivelmente sofria de gota. A sua obesidade data de um acidente de justa em 1536 em que ele sofreu um ferimento na perna. Isso impediu-o de praticar desporto e tornou-se gradualmente ulcerada. E, sem dúvida, acelerou a sua morte, aos 55 anos de idade, ocorrida em 28 de janeiro de 1547, no Palácio de Whitehall, o que teria sido o 90.º aniversário do seu pai. Ele morreu após alegadamente proferir estas últimas palavras: "Monges! Monges! Monges!"
A teoria de que Henrique sofreu de sífilis foi promovida, cerca de 100 anos após a sua morte, mas foi ignorada pela maioria dos historiadores sérios. A sífilis é uma doença bem conhecida no tempo de Henrique, e apesar do seu contemporâneo, Francisco I da França tê-la tido, as notas deixadas pelos médicos de Henrique não indicam que o rei tinha essa doença. Uma teoria mais recente e credível sugere que os sintomas médicos de Henrique, e os de sua irmã mais velha Margarida Tudor, também são característicos dadiabetes tipo II.


sábado, 9 de abril de 2011

3 mulheres

Bem, depois de ser tida como um filha de Ana Bolena e seu próprio irmão Jorge Bolena, Elizabeth ficou conhecida apenas como Lady. Mas sua irmã Mary, filha de Catarina de Aragão, não teve a vida fácil. Vamos ver como foi a vida dessas duas mulheres.





Catarina de Aragão nasceu na França em um Alcalá de Henares em 16 de Dezembro de 1485. Filha do Rei Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela. Se casou com 16 anos e o esposo morreu no mesmo ano do casamento. E todos sabemos da história. Acabou depois casando-se com Henrique seu cunhado. Por não ter filhos homens ela foi trocada por Ana Bolena. 


Depois da separação. Catarina foi separada da filha, a princesa Maria, e exilada da corte para viver na província, embora com todos os privilégios de uma Princesa de Gales. Mas jamais aceitou o divórcio e a despromoção e continuou a assinar a correspondência como Catherine the Queen. Catarina morreu em 7 de Janeiro de 1536, vítima de uma doença prolongada, possivelmente cancro, e foi sepultada na Catedral de Peterborough com as honras de uma Princesa de Gales.



Maria I de Inglaterra nasceu em 18 de Fevereiro de 1516, era uma criança muito inteligente tinha dom para a arte puxada pelo pai. Mas sempre estava doente, sua visão era fraca e as dores de cabeça era frequêntes. 
A princesa aprendeu latim, castelhano,francês, italiano, grego, ciências, teologia e música. Com quatro anos tocava arpa e um tipo de viola para um platéia inteira. 
Seu pai sempre esteve muito interessado em seu casamento. Lógico que não era pela filha e sim pela política envolvida. 

Mas tudo mudou em 1527 o casamento de seus pais estava em ruínas e seu pai queria anular o casamento. O casamento foi anulado e Henrique cortou relações com a igreja para que Catarina não podesse interceder.  Para Maria, estes eventos tiveram consequências drásticas. De princesa de Inglaterra e herdeira da coroa, passou a ser considerada filha ilegítima com direito apenas ao tratamento de Lady Mary ou Lady Maria. Com a dissolução da corte de Ludlow, Maria tornou-se aia da sua irmã recém nascidaIsabel. Foi ainda afastada da sua mãe, proibida de a visitar e, em 1536, de assistir ao seu funeral. Esse tratamento a traumatizou fortemente e foi interpretado como injusto na Inglaterra e no resto da Europa, contribuíndo para a crescente impopularidade de Ana Bolena.
Com a queda de Ana Bolena em 1536, também Isabel foi declarada ilegítima, juntando-se a Maria na condição de ex-princesa. Joana Seymour, a madrasta seguinte, deu à luz ao tão desejado herdeiro: o futuro Eduardo VI de Inglaterra, afastando definitivamente, ao que parecia, Maria e Isabel como herdeiras do trono. A última mulher de Henrique VIII, Catarina Parr, conseguiu reconciliar o rei com as filhas e, em 1544, apesar de ilegítimas, Maria e Isabel foram reconhecidas pelo Parlamento como segunda e terceira na linha de sucessão. Para o fim da vida de Henrique VIII, a maioria dos privilégios de Maria foi restabelecida em troca do reconhecimento do rei como chefe da Igreja Anglicana: no entanto, ela recusou sempre converter-se e permaneceu sempre fiel à fé católica.
No reinado do irmão Eduardo VI, o Parlamento aprovou o Acto de Uniformidade, que abolia os rituais católicos em favor do novo serviço protestante. Maria pediu então excusa para assistir à missa católica, o que lhe foi recusado. Sem desistir, apelou a Carlos V, que ameaçou guerra com Inglaterra se fosse desrespeitada a liberdade religiosa de Maria. Eduardo VI e os seus regentes cederam e permitiram-lhe assistir aos serviços que desejasse, desde que fosse em privado, entretanto seu relacionamento com o rei não foi mais o mesmo e ela foi banida da corte do irmão por sua crença.
Eduardo VI morreu em 1553, enquanto Maria se encontrava ausente de Londres. O seu testamento excluía Maria e Isabel da sucessão, privilegiando Joana Grey, bisneta de Henrique VII de Inglaterra por via feminina e nora do Duque de Northumberland, o regente e conselheiro de Eduardo VI. Estas disposições contrariavam o Acto de Sucessão de 1544, que determinava que Maria deveria suceder a Eduardo, caso este morresse sem descendência. No entanto, Joana Grey foi proclamada rainha a 9 de Julho, apesar da forte contestação popular.
Maria sempre fora estimada pelo povo pelo tratamento injusto que sofrera e contava com o apoio de alguns nobres, até mesmo de alguns protestantes fiéis a dinastia Tudor. Apenas nove dias depois, o Parlamento revogava o testamento de Eduardo VI, considerado feito sob coerção, e declarava Maria Rainha de Inglaterra e da Irlanda. A nova monarca entrou em Londres a 3 de Agosto, acompanhada pela irmã Isabel, e de sua amiga Ana de cleves sob aclamação popular.
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Uma das suas primeiras acções foi mandar executar o Duque de Northumberland, que planejara o golpe. Depois, remodelou o leque de conselheiros reais, afastando todos os aliados de Northumberland. Joana Grey, o seu pai, o Duque de Suffolk e o marido Guilford Dudley foram presos mas libertados pouco depois.
Maria foi coroada rainha na Abadia de Westminster a 1 de Outubro de 1553. O serviço foi efectuado pelo Bispo de Winchester, Stephen Gardiner, e não pelo Arcebispo da Cantuária, visto que o último era Protestante.
A amiga de Maria, Ana nasceu em Düsseldorf, filha de João III, Duque de Cleves, líder de um dos estados germânicos pioneiros na implementação do Movimento Protestante. A posição de Cleves face à Igreja Católica tornava-o num potencial aliado para Henrique VIII, chefe da recentemente criada Igreja Anglicana, em 1533. A união era diplomaticamente valiosa e foi defendida entre outros por Thomas Cromwell, chanceler do reino. O pintor Hans Holbein, o Jovem foi então contratado para efectuar um retrato de Ana (imagem ao lado), cujo resultado em muito agradou a Henrique VIII. Quando Ana chegou à Inglaterra, ficou evidente o talento de Holbein, pois a pintura superava o modelo em atributos físicos. Ana não era uma mulher bonita e tinha a cara coberta de cicatrizes de varíola, prontamente disfarçadas no retrato. Henrique VIII ficou desconsolado com a escolha da noiva desde o primeiro momento, mas apesar disso casou com Ana a 6 de Janeiro de 1540, em Greenwich. Uma das aias designadas para Ana foi Catarina Howard, uma jovem de quinze anos com quem o rei iniciou uma relação amorosa quase de imediato. O casamento com Ana foi anulado a 9 de Julho do mesmo ano, com base na não consumação, e pouco depois Henrique VIII casou com Howard. Ana decidiu ficar em Inglaterra e foi generosamente recompensada pelo incómodo do divórcio. Henrique VIII conferiu-lhe uma pensão, o usufruto do Castelo de Hever e os títulos de Princesa de Inglaterra e Irmã do Rei. No fim da vida, Ana converteu-se ao Catolicismo e tornou-se confidente das enteadas Maria e Isabel.

Ana Bolena depois de morta.



Era ainda uma adolescente quando foi para a corte francesa; e ali deparou-se com uma sociedade imoral. Na Inglaterra, sua irmã, Mary, veterana cortesã, era amante do rei. Anna achou que podia fazer melhor: ela queria ser a esposa. Por seis anos durou o jogo de sedução entre Anna e o monarca. Jogo sutil que ela aprendeu em Paris. Quando a rainha, Catarina de Aragão falhou em gerar um herdeiro, um varão, Henrique achou que era um momento oportuno. Momento para fazer de Anna Bolena a próxima rainha da Inglaterra, a segunda esposa de Henrique VIII.
Ela causava problemas: é um fato. Ciumenta ao extremo, sempre cometendo suas impropriedades. Porém, não merecia ser acusada daqueles crimes tão abomináveis: traição, adultério [com quatro homens], incesto [com seu irmão George, Lord Rochford], bruxaria. Mas quando o assunto era se livrar de uma esposa Henrique VIII fazia qualquer negócio.
Para casar com Anna, Henrique rompeu com a Igreja Católica Romana e adotou o Protestantismo na Inglaterra. Por conta disso, os historiadores católicos jamais a perdoaram, culparam-na ─ e a ela atribuíram as mais abomináveis perversões da moral, da ordem e dos bons costumes.
Em 1536, o bispo Fisher foi decapitado por recusar-se a reconhecer Henrique como chefe da Igreja. Na ocasião, correram boatos de que Anna mandou que levassem para ela a cabeça do bispo em prato e, tendo a horrenda peça diante de si, transpassou a língua do morto com um estilete de prata. Também diziam que, quando ainda era concubina, tentou envenenar a rainha Catarina e a princesa Mary. Finalmente, muitos acreditavam que Anna Bolena era uma bruxa praticante dos mais indecorosos atos do diabolismo.
Mas o único e verdadeiro crime de Anna Bolena foi o mesmo cometido por Catarina de Aragão: não gerar o ansiado filho varão de Henrique VIII. O rei desgostou-se com a segunda mulher tal como aconteceu com a primeira. Mal suspeitava ele, que a filha concebida com Anna Bolena tornar-se-ia Elizabeth I [1533-1603, chamada a Rainha Virgem], considerada a mais admirável das rainhas da Inglaterra.
Em abril de 1536 cinco homens foram presos sob a acusação de serem amantes da rainha. Entre eles, o irmão dela. Antes de serem torturados, todos afirmaram a inocência da rainha. Mas depois da tortura, um, e somente um deles, o músico holandês Mark Smeaton, acusou-a de infidelidade conjugal. Anna foi presa junto com o irmão. Todos foram encarcerados na Torre de Londres.
Seis Dedos, Três mamilos ─ Em sua pressa de livrar-se dela, o rei declarou que tinha sido enfeitiçado pela mulher. A essa altura, era amplamente aceito como fato que Ana tinha três mamilos, seis dedos na mão esquerda desde a infância sentia uma significativa aversão ao dobrar dos sinos das igrejas, o que era comum nas bruxas. Estava claro! Anna Bolena tinha feito um pacto com o Diabo e o rei tinha sido vítima da maldade de uma feiticeira.
Em 17 de maio [1536] os cinco homens foram executados e, dois dias depois, Anna Bolena foi decapitada. Vestia uma manto leve sobre um traje vermelha. Sua magnífica cabeleira negra estava meio encoberta pelo capuz adornado com pérolas. Quando subiu ao cadafalso, os olhos brilhando, parecia zombar da morte e brincou com o carrasco mencionando seu pescoço pequeno, apelando para habilidade do executor.
Sua bravura fez com que o Governador da Torre escrevesse: Essa senhora morreu com extrema elegância [ou, em tradução literal:Essa senhora teve muito prazer em morrer]. Muitos interpretaram esse comportamento como satisfação de bruxa: porque ia encontrar seu verdadeiro consorte, o Príncipe da Escuridão. Na Torre, ela escreveu um poema:


Morte
Acalenta meu adormecer
Permita-me um repouso tranqüilo
Deixa passar meu espírito
completamente inocente

Lá fora tocam os sinos
dos maus presságios
Lúgubres
Deixe-os tocar
anunciando minha morte
Por que eu preciso morrer
Assombração ─ Apesar do apelo poético, o espírito dela não descansou [nem descansa]. Ela foi vista em muitos lugares, particularmente naqueles onde viveu, uma vez; muitas vezes, aparece em seu coche fantasma conduzido por cavalos sem cabeça, um elemento mítico muito associado à bruxaria e demonolatria.

No castelo de Blickling Hall, Norfolk, todos os anos ela faz uma aparição espetacular no aniversário de sua morte: em seu coche, os cavalos fantasmas galopando na avenida guiados por um cocheiro igualmente sem cabeça.

Na época do Natal, o fantasma vai a Kent, outra residência da família, ela desfilar em seu coche macabro na avenida do Hever Castle. Naquela edificação do século XIII, à sombra de um frondoso carvalho, Henrique cortejou, primeiro Mary, a irmã mais velha; mais tarde, Anna. Ainda durante o Natal, ela durante doze noites ela assombra Rochford, distrito de Essex, onde viveu quando era criança. Nessas ocasiões, assume as feições de uma mulher sem cabeça trajando ricas vestes de seda.
Também é freqüente que seja vista uma certa janela do castelo de Windsor porém, o local preferido dessa alma penada é a Torre, onde ficou presa, morreu decapitada e onde está sepultada. Seu corpo jaz na igreja de Saint Peter ad Vincular [São Pedro Acorrentado], situada dentro da própria Torre. Muitos anos depois da morte, seu caixão foi aberto; ela foi identificada pelo seu infame sexto dedo.
A pequena igreja de São Pedro Acorrentado naturalmente, também é assombrada. Nos anos de 1880, um oficial da guarda percebeu uma luz brilhando dentro da capela. Perguntou ao sentinela o que era aquilo mas o soldado disse que não sabia nem tinha vontade de saber. Curioso, o oficial providenciou uma escada para alcançar a altura necessária e, assim, pôde espreitar pela janela. Viu a igreja iluminada por uma luminosidade mortiça e uma procissão de pessoas usando roupas da época elisabetana movia-se entre os bancos. Guiando a procissão, estava a mulher: em trajes esplendorosos, adornada com jóias. Seu rosto lembrou ao oficial um retrato de Anna Bolena. Subitamente, a procissão desapareceu e igreja mergulhou em escuridão.
Todavia, as aparições de Anna Bolena na Torre não são sempre inofensivas. Ao contrário, em geral, são horripilantes. Em 1817, um sentinela simplesmente teve uma parada cardíaca e morreu ao deparar-se com ela em uma escada.
Em 1864, um soldado foi levado à corte marcial. Tinha sido encontrado adormecido em serviço. \Mas ele negou que dormia; antes, estava desmaiado depois de encontrar a figura pálida de uma mulher que usava um estranho chapéu; mas não havia cabeça sustentando o chapéu. Ele bradou: Quem vem lá?! E avançou; a mulher também se adiantou até que foi transpassada pela baioneta. Mas era como se o sentinela tivesse golpeado o nada, mas um nada ardente que provocou-lhe um choque.
Muitas testemunhas afirmaram diante da corte que também tinham visto aquela mesma mulher sem cabeça, naquela mesma noite próxima ao Lieutenant's Lodgings [alojamento dos militares]; e um oficial da Torre declarou que tinha ouvido o brado do sentinela e visto que ele avançava com sua baioneta. Também viu o espectro atravessar não só a baioneta mas passar através do sentinela também. A corte declarou o réu inocente.

Moça de Família 
Os relatos sobre as cortesãs européias podem suscitar a idéia de que de todas faziam parte de uma mesma casta de aventureiras. Mas não era assim. Muitos jovens, moças e rapazes debom nome, de famílias ricas, aristocratas, mal saíam da infância, iam ou eram mandados para a corte: uma etapa normal em um processo de desenvolvimento.
Na época das grandes monarquias absolutas, freqüentar as melhores cortes européias fazia parte da educação. Nos salões reais se aprendia o trato ou traquejo social, travavam-se relações de conveniência política e econômica, contratavam-se os casamentos.
Anne Boleyn [1501/1507-1536], filha de Sir Thomas Boleyn, diplomata [primeiro conde de Wiltshire] e Lady Elizabeth Howard [filha do 2º duque de Norfolk, era Marquesa de Pembroke. Sua família era uma das mais respeitadas da aristocracia inglesa.

O fim de Ana Bolena




O último recurso da rainha Ana Bolena para retardar a consumação da execução, ainda esperançosa de um perdão real por parte de Henrique VIII, perdão este que estaria sendo defendido pela sua irmã, Maria. Quando informada da sua iminente execução, Ana Bolena fez chegar a Henrique VIII uma exigência - não aceitaria ser morta por um carrasco inglês, que utilizava o machado para a decapitação. Exigia a "importação" de um carrasco francês, pois estes usavam a espada. Para justificar a sua exigência, teria dito "uma Rainha da Inglaterra não curva a cabeça para ninguém e em nenhuma situação", pois as execuções com a espada eram feitas com a vítima ajoelhada, mas com a cabeça erguida.


Na manhã de sexta-feira, 19 de Maio, Ana Bolena foi executada, não na Torre Verde, mas sim num andaime erigido sobre o lado norte da Torre Branca, em frente do que é hoje as Casernas de Waterloo. Ela usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Acompanhada por duas assistentes do sexo feminino, Ana fez seu último passeio da Casa da Rainha à Torre Verde e ela olhou "como se ela não fosse morrer".Ana subiu o cadafalso e fez um breve discurso para a multidão:


"Bom povo cristão, vim aqui para morrer, de acordo com a lei, e pela lei fui julgada para morrer, e por isso não vou falar nada contra ela. Não vim aqui para acusar ninguém, nem para falar de algo de que sou acusada e condenada a morrer, mas rezo a Deus para que salve o rei e que ele tenha um longo reinado sobre vós, pois nunca um príncipe tão misericordioso esteve lá: e para mim ele será sempre um bom, gentil e soberano Senhor. E se qualquer pessoa ponha isso em causa, obrigá-la-ei a julgar os melhores. E assim deixo o mundo e todos vós, e sinceramente desejo que todos rezem por mim. Ó Senhor, tem misericórdia de mim, eu louvo a Deus a minha alma."





Ana obteve o que requisitava, mostrando que até nos seus últimos momentos, ainda era capaz de impressionar o rei. Ela foi decapitada por um carrasco francês, tal como pedira. Henrique não providenciou um sepulcro para Ana, e assim o seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, no reinado da Rainha Vitória e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.



Ana Bolena tem inspirado ou sido mencionada em numerosas obras artísticas e culturais, desde meios de comunicação, obras de arte, representações na cultura popular, cinema e ficção.
A história trágica de Ana Bolena tem inspirado muitas obras de ficção e biográficas. Há também inúmeras lendas e teorias em torno da sua vida, nomeadamente a sugestão de que Ana teria seis dedos numa das mãos, embora essas sugestões tenham sido dadas por Nicholas Sander, que foi totalmente contra a Inglaterra Anglicana e de Isabel (filha de Ana Bolena). Além disso, há uma lenda popular, de que seu espírito ronda pela Torre de Londres.

A outra



A história da mãe de Isabel também foi retratada do filme a A outra. Natalie Portman intrepreta Ana e Scarlet Johanson interpreta a irmã de Ana, Maria.



Esse filme marca a história trágica de Ana e Maria que lutam pelo amor de Henrique VIII.



Rainha por 1000 dias



Henrique não gostou nada de ter tido uma filha menina. Mas sabia que teria outra esperanças. Mas essas esperanças foram se dicipando a cada gravidez que terminava em aborto ou em morte. Mas o fim da picada foi quando Catarina de Aragão morreu e enquanto todos do reino se vestião de negro enclusive Henrique, Ana apareceu vestida com um belo vestido amarelo e celebrando o acontecimento com um grande sorriso.
Apartir de então as intrigas e discusões começaram. E nisso tudo Henrique começou a olhar melhor uma das empregadas que era Catarina e ficou sendo de Ana. Ela se chamava Joanaa Seymour.

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E Henrique não a queria só como amante. E com ódio de Ana ele teve a pior das idéias.
Ana presa acusada de incesto com seu irmão Jorge, os dois foram presos e torturados até confessarem. Parlamento condenou Ana Bolena por traição a 15 de Maio. O casamento com Henrique VIII foi anulado tendo Ana ficado apenas mil dias como rainha. 

Como o pai e a mãe de Elizabeth se conheceram.


Henrique VII foi um grande mulherengo. Capaz de fazer as maiores atrocidades para ter a mulher que desejava. É isso que percebi na biografia do pai de Elizabeth. 

O primeiro casamento foi com a cunhada viuva. Catarina de Aragão

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. Quando se casou com Arthur Tudor, irmão de Henrique que  tinha  quinze anos e Catarina  dezasseis anos. 


Mas Arthur morreu de tuberculose calsando o maior problema para o pai de Henrique e Arthur. 

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Henrique VII não podia devolver a Catarina para a familia por causa de dinheiro. E então resolveu casar com Catarina, para isso teve que pedir para igreja. Mas Catarina não queria Henrique pai, que estava na época com 45 anos. Ela queria o filho que estava com 12 anos na época. O Henrique pai ficou muito nervoso.
Mas com o casamento com o cunhado Catarina precisava de outra autorização da igreja. E isso parece que demorou muitoAssim, 14 meses após a morte do seu jovem marido, Catarina viu-se noiva do seu cunhado ainda mais novo, Henrique.

Porém o casamento foi feito só depois da morte do pai de Henrique que não queria deixar o casamento acontecer. Só em seu leito de morte que o pai autorizou o filho dizendo.
- Agora você está livre para se casar com quem bem entender.

Henrique casou encantado com aquela mulher. Mas o amor não durou muito após o aborto do primeiro filho e a morte do segundo no mesmo ano de nascido.
Vinte e três anos depois estava se casando as escondidas com Ana. 

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Ana quando criança, era chamada Anne de Nan por membros de sua família. Em 1514 se mudou para a França e aprendeu a falar Francês. Foi lá que ela aprendeu a ser educada e foi lá que foi montado sua personalidade. Mas depois de um tempo seu pai lhe pediu que regressasse e que fosse servir a rainha, Catarina de Aragão. Chegando lá descobriu que sua irmãzinha não era só funcionaria não. 

Maria Bolena era amante do rei. Mas Ana por enquanto nem pensava em Henrique. Estava de olho em um rapazinho chamado Henry Percy. Eles chegaram a ficar secretamente noivos. Mas o pai de Percy  Conde de Northumberland descobriu tudo. E afastou Ana da corte. Mas em 1525 Ana voltou com pensamentos maiores. E queria era o proprio rei. O seduziu, mas deixou bem claro que não queria ser mais uma amante. Henrique que já não estava nada satisfeito com a esposa por não lhe dar herdeiros e sabendo que a irmã de Ana tinha tido filhos pensou que Ana também seria uma boa mulher para lhe dar um herdeiro.
Mas o povo não gostou nada disso. Ana não era no entanto uma personagem popular. Em 1531 os apoiantes da rainha Catarina organizaram uma manifestação contra Ana Bolena que reuniu oito mil mulheres nas ruas de Londres.
Mas não adiantavam protestar, pois Ana estava gravida. E antes da separação de Henrique com Catarina eles tiveram que se casar. Em 23 de Maio de 1533 o casamento de Henrique com Catarina foi anulado e cinco dias depois 28 de Maio de 1533, Ana conseguiu vencer e se casar com o rei. Catarina perdeu o titulo e Ana virou rainha. O povo mostrou seu descontentamento não indo ao casamento. E a igreja sabendo do casamento e do que Henrique fez excomungou e disse que para a igreja ele continuava casado com Catarina. Em 7 de Setembro de 1533 Ana deu a luz a Elizabeth dando inicio a sua decadência como rainha.